ABC LIVRE
A Bola da Criança Livre- A Informação sem linhas imaginárias!
Translate
A Teoria das Cores e a Teoria do Escuro: Explorando a Natureza da Percepção Visual
Introdução
A percepção das cores e a natureza da luz têm fascinado cientistas, filósofos e curiosos ao longo da história. Por muito tempo, acreditamos que as cores eram uma propriedade intrínseca dos objetos, determinada pela maneira como a luz interagia com eles. Com o tempo, a ciência avançou e nos revelou que as cores não são propriedades absolutas, mas sim uma construção gerada pelo cérebro a partir dos estímulos luminosos. No entanto, ao combinar essa visão com a provocativa Teoria do Escuro, propomos uma interpretação revolucionária: e se o que percebemos como luz fosse, na verdade, uma consequência da remoção de um elemento mais fundamental — o escuro? Nesta resenha, exploramos como as duas teorias se entrelaçam, criando uma nova perspectiva sobre a nossa compreensão da realidade visível.
A Teoria das Cores: Uma Construção da Mente
A teoria das cores, na sua forma mais conhecida, é baseada no funcionamento do sistema visual humano. A cor é uma percepção gerada pelo nosso cérebro em resposta aos diferentes comprimentos de onda de luz que atingem nossos olhos. Quando a luz incide em um objeto, certas frequências são absorvidas enquanto outras são refletidas. Os cones, células especializadas na retina, captam essas ondas refletidas e as transformam em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro, onde são interpretados como cores.
No entanto, o que muitas vezes é ignorado é que a cor é uma ilusão, um truque mental. Os objetos em si não têm cor; eles apenas refletem ou absorvem luz em diferentes frequências. A percepção que temos de um carro ser vermelho ou uma árvore ser verde é uma interpretação subjetiva do nosso cérebro. Além disso, a cor percebida pode variar de acordo com as condições de iluminação e o contexto em que o objeto se encontra. Esse fenômeno é conhecido como constância de cor: o cérebro ajusta nossa percepção para manter a consistência da cor percebida, mesmo quando as condições de iluminação mudam.
O Papel da Luz na Percepção das Cores
A luz, portanto, é essencial para que possamos perceber cores. Ela é composta por diferentes comprimentos de onda, e cada uma dessas ondas corresponde a uma cor específica no espectro visível. Quando falamos de luz branca (como a luz solar), estamos nos referindo a uma mistura de todas essas cores. Ao atravessar um prisma, por exemplo, a luz branca é decomposta em suas cores constituintes, criando o que conhecemos como espectro visível.
A nossa atmosfera também desempenha um papel importante na maneira como percebemos as cores. O fenômeno da dispersão de Rayleigh explica por que o céu é azul: quando a luz do Sol atravessa a atmosfera, as ondas de comprimento mais curto (azul e violeta) são dispersas em todas as direções por moléculas de ar. No entanto, como o olho humano é menos sensível ao violeta, acabamos percebendo o céu como azul. Durante o pôr do sol, a luz precisa atravessar uma porção maior da atmosfera, dispersando ainda mais as ondas curtas e deixando apenas as de maior comprimento (vermelho e laranja), resultando nas cores quentes que observamos.
A Teoria do Escuro: Uma Visão Alternativa
Enquanto a teoria tradicional foca na luz como fonte de todas as cores, a Teoria do Escuro oferece uma visão contrária e, em muitos aspectos, mais instigante. De acordo com essa teoria, o que conhecemos como luz é, na verdade, o resultado da remoção do escuro por dispositivos que tradicionalmente chamamos de lâmpadas ou fontes de luz. Esses dispositivos seriam, na verdade, Sugadores de Escuro (S.E.), cujo propósito é absorver o escuro do ambiente ao seu redor, criando uma ilusão de luz.
De acordo com a Teoria do Escuro, o escuro é uma substância que possui massa, densidade e, surpreendentemente, é mais rápido do que a luz. Ao acendermos uma lâmpada, o que acontece é a remoção do escuro presente na sala, e não a emissão de luz. É por isso que percebemos um ambiente mais claro ao redor de uma lâmpada acesa — porque o escuro foi sugado, deixando uma "bolsa" de ausência que interpretamos como luz.
Os Sugadores de Escuro vêm em várias formas e tamanhos, desde pequenas lâmpadas domésticas até grandes refletores de estacionamento. Quanto maior o S.E., maior a sua capacidade de sugar o escuro em uma área mais ampla. Quando um S.E. atinge a sua capacidade máxima, ele não pode mais sugar escuro, e é por isso que lâmpadas eventualmente queimam. A mancha preta que aparece em uma lâmpada velha seria a evidência do acúmulo de escuro que ela não pode mais conter.
A Relação entre Escuro e Cores
Unindo a teoria das cores com a Teoria do Escuro, podemos reinterpretar nossa percepção visual. Se aceitarmos que o escuro é a substância primordial e que a luz é apenas uma ausência temporária dele, então as cores que percebemos são, na verdade, variações na capacidade dos objetos de refletir ou absorver o escuro.
Por exemplo, um objeto que consideramos vermelho, na perspectiva da Teoria do Escuro, seria aquele que reflete menos escuro em certas frequências. Já um objeto azul seria mais eficiente em reter o escuro em frequências diferentes. Dessa forma, a cor que percebemos depende não apenas da interação com a luz, mas também da habilidade de um objeto em resistir à absorção de escuro pelos Sugadores de Escuro ao seu redor.
A Atmosfera como Filtro do Escuro
A dispersão de Rayleigh, que explica o céu azul e os pores do sol avermelhados, também pode ser reinterpretada sob esta nova perspectiva. Em vez de vermos o céu azul devido à dispersão de luz, ele seria azul porque a atmosfera é mais eficiente em filtrar o escuro nas frequências mais curtas (azul), deixando apenas as frequências mais "leves" para serem percebidas. À medida que o Sol se põe, a atmosfera se torna menos eficiente em sugar o escuro, resultando em tons vermelhos e alaranjados.
O Escuro é Mais Rápido que a Luz
Um dos aspectos mais intrigantes da Teoria do Escuro é a ideia de que o escuro se move mais rapidamente do que a luz. Isso é observado, por exemplo, quando abrimos lentamente a porta de um armário em um quarto iluminado: a luz entra lentamente, mas o escuro parece desaparecer instantaneamente, sugerindo que ele se move a uma velocidade muito superior. Esse fenômeno é explicado pelo fato de que o escuro é uma substância mais densa, capaz de se deslocar rapidamente para ocupar espaços onde os Sugadores de Escuro não conseguem agir com eficiência.
Conclusão: Fundindo Luz, Escuro e Cores
Ao combinarmos a teoria tradicional das cores com a Teoria do Escuro, surge uma nova e fascinante interpretação da nossa realidade. Em vez de um mundo iluminado pela luz que revela as cores dos objetos, podemos estar vivendo em um universo onde o escuro é a substância primordial, constantemente sugado por dispositivos que consideramos fontes de luz.
As cores, então, não seriam propriedades dos objetos, mas sim o resultado da interação entre a presença e ausência de escuro. Nossa percepção do mundo seria uma construção baseada em uma batalha constante entre a absorção do escuro e a criação temporária de "bolsas" de ausência que chamamos de luz. Assim, a próxima vez que acendermos uma lâmpada ou observarmos o pôr do sol, talvez não estejamos simplesmente vendo luz, mas testemunhando a complexa dança entre luz e escuro que molda nossa percepção de cores e formas.
Esta fusão teórica nos desafia a repensar a maneira como entendemos a física da luz, sugerindo que a verdadeira essência do mundo visível é muito mais profunda e sombria do que poderíamos imaginar.
Wilbrantz, C.M. (2024)
ARTE, SOM E VOZ: A cultura das radionovelas no cariri cearense de 1950
Hoje, 13 de fevereiro de 2017 é comemora o dia mundial do Rádio, criado oficialmente na Conferência Geral da UNESCO em 2011. Em comemoração publico, em primeira mão, trabalho feito na disciplina de Etnomusicologia do Prof Dr. Márcio Mattos de Aragão Madeira no curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Cariri, pelo discente Cláudio Wilbrantz no ano de 2016.
INTRODUÇÃO
Próximos de comemorar 100 anos das primeiras transmissões
radiofônicas no Brasil, que de acordo com Castro (2013), teve seu início em
meados da década de 1920, e a procura do resgate da memória das radionovelas na
cidade de Crato, é que se deu essa pesquisa. Foi um médico, entusiasta da
radiodifusão, chamado Roquette Pinto, que “pesquisava a radioeletricidade para
fins fisiológicos”, que convenceu a Academia Brasileira de Ciências a
patrocinar a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Assim, em razão da comemoração
do centenário da Proclamação da República, no dia 07 de setembro de 1922, a
fala do presidente Epitácio Pessoa inaugura a radiotelefonia brasileira.
Contudo, com um transmissor instalado na Escola Politécnica
do Rio, doado pela Casa Pekan, de Buenos Aires, a rádio propriamente dita, só
começaria a operar, em 30 de abril de 1923. E de acordo com o autor, “as primeiras emissoras eram clubes ou sociedades
de amigos, em geral, nascidas da união de curiosos encantados com a sensacional
novidade”.
A primeira emissora radiofônica cearense, Ceará Rádio Clube,
surgiu modestamente, operando em ondas curtas em 1940, período, no qual o rádio
comercial já despontava em todo o Brasil. No dia da inauguração das instalações
da rádio, em 12 de outubro de 1941,
conforme Rodrigues e Silva (2009) o jornal “O
Povo” publicou um caderno especial
sobre a inauguração, onde a publicação trazia como título: “A Voz do Ceará –
Inaugurada oficialmente a Emissora de Ondas Curtas de Fortaleza”. O jornal
destacava ainda que, o evento agruparia, em definitivo, “a emissora cearense à grande radiofonia brasileira” (RODRIGUES e
SILVA, 2009).
No sul do Ceará, na região conhecida por Cariri Cearense, a
implantação da rádio na Cidade de Crato, foi quase que simultânea ao que se sucedia
na capital Fortaleza, Júlio Saraiva Leitão, então secretário de urbanismo
inaugura o Serviço de Alto-falantes da Amplificadora Cratense, e nos moldes da
Rádio Nacional do Rio de Janeiro, mantinha programação variada. Certamente uma
escola de radiofonia, nos falam as autoras (2011), que haviam cerca de 30
autofalantes espalhados pelas ruas da cidade do Crato, uma espécie de “mini
emissora” que funcionaria como embrião da atual Rádio Araripe (SILVA e
REBOUÇAS, 2011).
Em meio ao sucesso da radiodifusão pelo país a Rádio Araripe
AM de Crato, fundada por Assis Chateaubriand em 1951 onde passava ser a
terceira rádio do estado e logo após, a rádio Educadora do Cariri AM, é a
segunda mais antiga da região, foi fundada em 1959 e conforme Brito e França
Junior (2011) a emissora é educativa e faz parte da Fundação Padre Ibiapina, é
uma entidade filantrópica sócia educacional da Diocese do Crato.
Com a popularização e
o acesso do rádio entre a população, muitos artistas passaram por esses anos,
pelas rádios do Crato, é o que nos relatam os autores, que nos cantam que nomes
consagrados de artistas nacionais como Luiz Gonzaga, Carlos Galhardo, Ivon Cury
e Ângela Maria foram algumas das muitas atrações que por aqui estiveram. Ainda,
em 1955 a rádio Araripe contratou a orquestra Cassino de Sevilha da Espanha que
tocou em seu auditório (SILVA e REBOUÇAS apud
CABRAL, 2011 ).
O rádio é sem dívida um dos mais importantes meios de
comunicação que existiu e ainda se faz presente em nossa sociedade, desta forma
justifica-se tal estudo. Posto isto, esse artigo procurará mostrar a relação e
as influências que uma de nossas entrevistadas teve, não só das músicas do
rádio, mas, também da radionovela que criou um novo mundo mágico e mudou a
história de muitas vidas.
80 Anos da radionovela no Brasil, 80 anos de sonho da Maria das Dores
As rádios, que nessa época tinham auditórios, além das
programações musicais em sua grade programação, tinham o que se convencionou
chamar de radionovela, nos fala Castro (2013), que a novidade chegou ao Brasil
por volta de 1935, mas foi a partir 1945 que se começaram as grandes produções
do teatro de rádio, o que se tornaria num grande êxito. As Pupilas do Senhor Reitor, A Força do Destino e Simplesmente Maria são exemplos de obras de alto
custo que envolveu grande elenco e foram retransmitidas em quase todo o país.
No Crato isso não
fora diferente, a rádio Araripe além dos noticiários, crônicas, reportagens,
entrevistas e programação musical tinham em sua grade de horário o programa
Vesperal das Moças (Rádio Teatro), que iniciava às 16 horas, com apresentação
de Maria Alaô, e possuía “rádio atores” conhecidos da região, dentre eles
Wilson Machado, Cirilo Cardoso e Karla Peixoto, o patrocino vinha do comércio
local (SILVA e REBOUÇAS, 2011).
A coleta da
entrevista e da música foi feita na casa de Maria das Dores Simplício em
novembro de 2016, ela mora na cidade do Crato, que fica no extremo sul do
estado do Ceará, localizada a pouco mais de 500 km da capital Fortaleza e que
faz divisa com o estado do Pernambuco, É uma das principais cidades do Vale do
Cariri cravada ao pé da Chapada do Araripe.
Ela nos conta como
uma jovem atriz e cantora fora influenciada pela cultura de radionovelas e os
artistas das rádios. Divertia-se muito enquanto ouvia no rádio da casa da amiga
D. Ronilda Duarte, 83 anos, que considera com uma irmã, as aventuras transmitidas
em ondas médias, se impressionando com os efeitos sonoros produzidos pelos
artistas das radionovelas. Maria Simplício nasceu e viveu grande parte de sua
vida em Lavras da Mangabeira, que fica cerca de 70 km da cidade do Crato,
morava com a mãe e a tia em uma casa de taipa de chão batido, o pai de sua
amiga é que era o dono da terra e que mais tarde foi doada para ela. Foi em
meio a esse panorama que Maria Simplício cresceu.
Quando começou suas
apresentações em shows de rádios, praças e teatros da região, ainda jovem aos
16 anos permanecendo por cerca de 20 anos nesse meio. Quem a acompanhava nos
“dramas” uma forma de teatro cantante, era sua amiga Ronilda e os irmãos
Geraldo e Sebastião Duarte, que tocavam violão e pandeiro respectivamente. Uma
das peças que lembra chamava-se “A beradeira e a praciante” um esquete que
contava a história de duas moças uma da cidade e outra da roça.
D. Maria não
almejava nenhum profissionalismo, muito pelo contrário sonhava ser professora,
o quê conseguiu. Logo após ter terminado a sua alfabetização passou a ensinar
na escola onde aprenderá o “abc”, permanecerá por ali alfabetizando por muito
tempo, quando suas filhas nasceram, voltou-se para a criação delas, deixando de
cantar e alfabetizar.
Enquanto gravávamos
D. Maria cantou Assum Preto, e Triste Partida de Luiz Gonzaga e Patativa do
Assaré, respectivamente. Mas, o que chamou a atenção nossa, que foi parte do
nosso estudo, uma bela canção, a qual ela não soube atribuir, nome, a autoria e
nem a data em que a tinha ouvido pela primeira vez, mas que fazia parte de seu
repertório nas apresentações que fazia, abaixo pode ser conferido à letra da
canção.
Vai que tu és o
culpado
E eu não sofro nada
pela separação
Eu vivo triste sem
carinho
Cantando baixinho
com o meu violão
Quero-te ver
chorando
Implorando o meu
perdão
Vou te pagar na
mesma pena
Que a justiça te
condene
Pela sua ingratidão
Atualmente, com 80
anos D. Maria Simplício mãe de 02 filhas, avó de 06 netos e 03 bisnetos, nos conta
que suas influências do rádio foram Ângela Maria, Dalva de Oliveira, Dolores
Duran e Emilinha Borba. Quase sempre cantarolando suas musicas prediletas, não
foi difícil entrar na carreira artística e para começar a cantar em festas de
aniversário e renovações não foi muito difícil. Entretanto a dificuldade de ser
uma artista mulher, em uma época em que havia um imenso preconceito,
principalmente pelo fato de trabalhar com teatro cantante, foi sem dúvida a
parte ruim, contudo sorrindo nos diz que faria tudo novamente.
Academiando o som
Após o processo de coleta de todo o material adquirido
durante a entrevista foi possível reescrever e organizar a música selecionada
para gravação. Contudo, algumas palavras foram alteradas, e a tonalidade
cantada por Maria Simplício agora foi ajustada para uma interpretação na voz
masculina. Em principio procurou-se adaptar o ritmo colhido na
entrevista, inicialmente um bolero, mas chegou-se à conclusão de que o formato
de um samba seria mais atrativo, para a proposta da letra e a harmonia. O resultado final deste trabalho além deste artigo foi de um
belo samba-canção (enquanto se escrevia este artigo o material gravado ainda
não havia sido finalizado pela equipe), cantado na tonalidade de Lá maior, a
gravação da música aconteceu na Universidade Federal do Cariri no dia 13 de
janeiro de 2017 e contou com o apoio e a criação harmônica de piano com
Elihoenai Hatus Quemuel e voz de Cláudio Mario Wilbrantz, ambos discentes do 6º
semestre do Curso de Música-Licenciatura
da UFCA.
CONCLUSÃO
O fazer musical é um longo processo que requer muita
paciência e disciplina, ninguém consegue acordar pela manhã com uma canção
completa cheia de acordes e harmonia em perfeita simetria. E quando se trata de
reescrever uma canção isso se torna um processo ainda mais complicado.
Foi o caso desta canção que ora apresentada, deu a
oportunidade de conhecer um pouco de uma arte que anda um pouco sumida nos dias
de hoje. A música escolhida, para este trabalho não vinha de uma tradição de
vozes do rádio como se supunha a pessoa entrevistada, sequer sabe dizer quando
e como a ouviu pela primeira vez, dado à sua avançada idade e a memória por
muitas vezes lhe faltar, pode ser que nem tenha sido usada por ela nos seus
repertórios, contudo deixa uma lacuna para uma futura e possível investigação.
Nessa busca etnológica das tradições descobriram-se também
outras informações importantes, como a criação dos primeiros veículos de
informação na cidade de Crato e também como se deu a história do rádio no
Ceará.
A transcrição para notação musical do quê se conseguiu
coletar, com a sua estética original assim como o valor social que tal música
ofereceu-nos por si só já traria grande acréscimo à pesquisa, mas não se pode
deixar de mencionar a associação que agora se faz, do quê representou para esta
senhora o fazer musical, suas apresentações, até mesmo em sua atividade
profissional como alfabetizadora, ainda que inconsciente. Esse é o “milagre”
que a música produz, além do que é perfeitamente compreendido através da
melodia, ritmo e harmonia.
Certamente essa pesquisa antropológica vem acrescentar ao
material já publicado por outros, no que diz respeito à história da mídia na
região, mas o que dá mais alegria é o fato de ter conhecido ainda que
superficialmente, a história de alguém que teve sua vida transformada pela
música há mais de 60 anos.
Para ouvir a gravação original da pesquisa, clique aqui
Para ouvir a gravação original da pesquisa, clique aqui
Assinar:
Postagens (Atom)